terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dicas para correr

Não é para menos que a corrida traz uma série de benefícios que ultrapassam o plano físico. Além de emagrecer e combater diversas doenças, como hipertensão e diabetes, quem corre tem mais chances de sorrir para a vida, pois aumenta a autoestima e o bem-estar.





Um estudo da Universidade Harvard, publicado na revista da Associação Médica Americana, mostra que o negócio é acelerar o passo. Depois de acompanhar quase 45.000 homens, de 40 a 75 anos, durante doze anos, os pesquisadores concluíram que, para a caminhada surtir efeito, ela deve ser feita a uma velocidade de no mínimo 5 quilômetros por hora. 

O estudo também aponta que as vantagens da corrida na prevenção aos males cardíacos superam as da caminhada. Quem corre vinte minutos, três vezes por semana, está duas vezes mais protegido do que quem anda meia hora por dia. A velocidade ideal é um pouco alta: 10 quilômetros por hora.

Não é qualquer pessoa, logicamente, que deve sair por aí em desabalada carreira. "A corrida não é indicada para todo mundo. Muita gente pode até morrer se resolver correr de uma hora para a outra". Antes de começar a fazer uma atividade aeróbica mais pesada, é importante submeter-se a uma avaliação médica apurada e logo depois uma Avaliação e Orientação Física por um profissional de Ed. Física que você confie.

O estudo de Harvard reitera, ainda, a importância da musculação para a saúde cardíaca. Ou seja, nada melhor do que uma rotina de ginástica que combine corrida e musculação.

Quando iniciamos nosso programa de caminhada/corrida ele deve ser sempre acompanhado de um alongamento prévio aquecimento de 2 a 5 minutos andando calmamente (por volta de 4.5 a 5.8 km/h, dependendo do nível de condicionamento). Depois disto teremos o "trabalho principal" que o tempo deve variar conforme o seu objetivo, nível de condicionamento, indicações de emagrecimento ou não, melhora de condicionamento visando performance, etc.


Normalmente este tempo principal varia de 20 a 50 minutos. Se estiver totalmente sedentário pode começar com 10 minutos numa velocidade aproximada de 4.8 a 5.5 km/h. Para alunos intermediários pode-se caminhar de 5.8 a 6.3 km/h. Para aqueles que já caminham bastante e querem iniciar a corrida, deve-se começar por um trote por volta de 7.1 a 7.5 km/h na fase pós-aquecimento.

Aí, o que vai acontecer ?? Para todos (sedentário, intermediário e avançado) a frequência cardíaca vai subir e estabilizar após uns 3 minutos aproximadamente. Você deve verificar se a mesma se estabilizou dentro da sua zona alvo de treinamento e tentar manter o tempo prescrito. A frequência cardíaca deve funcionar como um alarme para seu exercício. Percebeu que ela ultrapassou mais de 3 a 5 batimentos do seu valor máximo, reduza a intensidade/velocidade e volte para seus limites (por exemplo: 145 a 160 bat/min).


Comer


Quando você corre, seu corpo obtém a energia do glicogênio muscular (carboidratos armazenados e processados) e das reservas de gordura menos acessíveis. Todos nós temos reservas de gorduras, mas precisamos garantir altos níveis de glicogênio antes, durante e após as corridas. É onde entra a nutrição inteligente.

Antes da corrida

Algumas pessoas podem correr 30 minutos depois de fazer um lanche; outras precisam ficar em jejum por horas para exercitar-se com conforto. Não é essencial alimentar-se antes de corridas de uma hora, mas corridas longas exigem planejamento. Um pouco de energia à mão faz diferença. Uma barra de cereais e um suco de frutas funcionam bem para a maioria das pessoas. Evite gorduras e proteínas, porque sua digestão é difícil.


Durante a corrida

Vale a pena se reabastecer de energia em corridas de mais de 45 minutos e entre as repetições, nas sessões de velocismo curtas e intensas. É essencial manter o estômago confortável, portanto evite alimentos sólidos, exceto os de digestão fácil como barras energéticas e balas de geléia. Outra opção são as bebidas esportivas e os géis

Após a corrida


Alimentar-se 30-60 minutos antes da corrida ajuda a reduzir a rigidez e a dor muscular, especialmente após um esforço intenso. Pesquisas mostram que o melhor para a recuperação muscular é o líquido, somado a uma refeição à base de carboidratos e menos de 30% de proteínas. Existem bebidas e barras especiais para recuperação, mas cereais com leite semidesnatado e uma banana são uma boa alternativa caseira.

Beber

O corpo precisa de água para quase todas as funções, inclusive para a liberação de energia e o controle de temperatura - mas quando tomamos pouca água não sabemos por que treinar e correr cansa tanto. Mesmo em dias inativos, procure tomar pelo menos oito copos de água. Quando corre, você precisa beber mais. No calor, seu corpo pode perder quase 2 litros de água por hora pela transpiração, o suficiente para prejudicar seriamente seu desempenho.

Antes de correr


Hidrate-se bem antes de correr. Isso não significa tomar um copo de água pouco antes de partir - você deve bebericar água com freqüência ao longo do dia, especialmente na tarde e noite anteriores a uma corrida ou prova matinal longa. Tome cerca de meio litro de água meia hora antes de treinar.

Durante a corrida

Normalmente não é necessário beber em corridas de menos de uma hora, mas em dias de calor pode ser perigoso não se reidratar com mais freqüência. Ao beber, tome goles pequenos e freqüentes. Em corridas longas, aconselha-se um copo pequeno de líquido a cada 15-20 minutos da corrida.

Após a corrida

Para restaurar o equilíbrio dos fluidos, o corpo precisa ingerir duas vezes mais água do que a que perde pela transpiração. Crie o hábito de beber mais que o normal por pelo menos duas ou três horas depois de correr. Opte pela água ou por bebidas esportivas com sódio e baixos teores de carboidratos. Pesar-se antes e depois de uma corrida lhe mostrará exatamente quanto líquido você perdeu (1 quilo é igual a 1 litro). Você saberá quando está adequadamente hidratado porque sua urina terá cor clara.

Pernas fortes e coração saudável fazem a diferença na hora de correr, mas há outro fator importante que não pode ser deixado de lado: a força dos pulmões. Se a capacidade respiratória for limitada, o cansaço aparece mais cedo e a distância percorrida certamente será menor. "Apesar de a respiração ser automática, é preciso ter mais atenção quando ela fica ofegante, pois os músculos demandam mais esforço", conta o educador físico e triatleta Paulo Pestana, do Rio de Janeiro. Ele e o técnico de atletismo Carlos Ventura contam que é possível melhorar o fôlego e aprimorar o desempenho da corrida. Confira os passos a seguir.


Corra regularmente

A regularidade do exercício faz com que o corpo se acostume aos poucos com o esforço e consiga progredir. "Pessoas que não costumam praticar atividade física têm menos fôlego porque a sua atividade aeróbia é fraca e, por conta disso, a capacidade física é menor", explica o técnico de atletismo Carlos Ventura, autor de livros de corrida, como Manual do Corredor (Ícone Editora). Por isso, procure estabelecer uma programação com horários certos.

Reduza a velocidade

Pode ser que você esteja correndo em um ritmo mais rápido do que o seu corpo é capaz - aí não há fôlego que aguente. Carlos Ventura conta que o ritmo ideal do treino deve ser com frequências cardíacas baixas, de modo que todas as funções do organismo entrem em equilíbrio enquanto ele corre. "A capacidade respiratória pode ser melhorada com corridas longas e lentas porque promove uma hipertrofia cardíaca adequada", conta o técnico de atletismo.

Intercale com caminhada

Treinar em séries de corrida e caminhada intercaladas permite uma maior percepção do esforço físico e um tempo para recuperar o fôlego. "Isso ajuda a adaptar o condicionamento físico e o desempenho para uma corrida contínua", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Aos poucos, é possível aumentar o tempo da corrida e diminuir o de caminhada. Um profissional de atividade física poderá ajudá-lo a acompanhar essa evolução de acordo com o seu preparo físico.

Respire corretamente

Quanto mais ofegante você fica, mais a respiração deixa de ser automática. É preciso controlar o movimento de entrada e saída do ar para que não fique acelerado demais durante a corrida. "Costumo aconselhar os alunos com dificuldade de fôlego a fazer a respiração marcada por passos, ou seja, a cada três passos inspirando, faça os mesmos três passos expirando, até que isso seja feito naturalmente", indica o educador físico Paulo Pestana. Também pode fazer diferença evitar respirar somente com a boca, que pode aumentar a sensação de cansaço.

Faça outros exercícios

Se a impressão é de que a corrida não é suficiente para melhorar o seu fôlego, que tal aliar o treino a outros exercícios que também melhoram a capacidade respiratória? Praticamente todos contribuem: natação, treinamento em circuito, vôlei, futebol, tênis, ciclismo, entre outros.
Uma técnica que merece destaque é a yoga. Paulo Pestana indica um movimento bem simples dessa prática que potencializa o movimento da respiração e ativa toda a musculatura envolvida (diafragma e intercostais): focando o abdômen e o diafragma e sem mexer os ombros, inspire com o peito (abrindo as costelas) e expire todo o ar, até encolher a barriga. Faça esse exercício repetidas vezes e lentamente, quando estiver em repouso.

Comece devagar e acelere aos poucos

Por mais que você esteja acostumado a correr em uma velocidade mais rápida, é preciso sempre aquecer o corpo a cada início de treino. O técnico de atletismo Carlos Ventura ainda recomenda alongar e iniciar a corrida em um ritmo devagar. "Para pessoas que estão saindo do sedentarismo, também é preciso começar caminhando e só depois passar para trotes leves, dando preferência a terrenos planos e macios", afirma.

Cuide dos pulmões

O cigarro é um dos maiores inimigo do fôlego. "O hábito de fumar diminui a capacidade respiratória porque prejudica a função dos alvéolos pulmonares de absorverem oxigênio", explica o consultor esportivo Paulo Pestana. Respirar exclusivamente pela boca, deixar o nariz constantemente entupido e não tratar alergias respiratórias também são hábitos que podem dificultar o pleno trabalho dos pulmões.

Mais Dicas 

1) Corra com roupas leves, a pele precisa “respirar”. É com a troca de calor do suor com a atmosfera que acontece um dos mecanismos da termoregulação

Curiosidade – você sabia que não deve usar amaciante em roupas com acabamento “dri-fit” (aquelas que jogam o suor para fora)?
O amaciante acaba com a propriedade do tecido, ou seja, ele não funciona mais com esta característica.

2) Não saia sem protetor solar de casa. Para correr, use o trio – protetor/ óculos escuros/ boné (um protetor labial também é interessante).
Aquelas manchas que aparecem no rosto por causa do sol/ gravidez – o melasma – pode até diminuir com tratamento, mas toda vez que você tomar sol, ela volta a aparecer.
Portanto, o melhor remédio ainda é a prevenção – filtro solar!

3) Se for correr na rua (o que é realmente muito gostoso), evite lugares com grande aglomeração de carros, devido ao acúmulo de monóxido de carbono.

4) Não esqueça de se hidratar, principalmente no calor. A desidratação pode causar alguns sintomas como náusea, mal-estar,
o que muitas vezes não associamos a ela e continuamos “passando mal”.

5) Se for correr longas distâncias tenha à mão algum tipo de repositor energético, tipo sache de carboidrato, para não correr o risco de ter uma hipoglicemia durante ou logo após o treino.
Mas lembre-se de tomá-lo sempre com água.

Então é isso. Aproveite sua corrida!
Fonte: http://www.dicasdecorrida.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário