Devido à imobilização, o indivíduo após adquirir um a lesão medular, apresenta atrofia muscular e maior acúmulo de gordura, abaixo do nível da lesão. Estudos mostram o benefício da prática regular de atividade física para deficientes físicos, melhorando os níveis de deposição de gordura central e dos níveis glicêmicos e lipídicos. Logo, a avaliação nutricional tem importante papel na qualidade de vida desses indivíduos.
As lesões da medula espinhal (LME) podem ser divididas em duas categorias etiológicas amplas: lesões não-traumáticas e lesões traumáticas
- Lesões não-traumáticas em populações adultas, geralmente, resultam de uma doença ou influência patológica, como disfunções vasculares (trombose, embolia ou hemorragia), subluxações vertebrais secundáriasà artrite reumatóide ou doença articular degenerativa, infecções como a sífilis ou mielite transversa, neoplasias espinhais, siringomielia, abscessos da medula espinhal, paralisia histérica, e doenças neurológicas, como a esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica.
- Lesões traumáticas são as mais frequentes e resultam de danos causados, mais prevalentemente, por acidentes automobilísticos, arma de fogo ou quedas.
Após adquirir uma lesão medular, o indivíduo experimenta uma rápida atrofia de sua massa muscular
Alimentação Saudável para cadeirantes
Apesar de haver inúmeras pesquisas que demonstrem a importância do exercício físico e da boa alimentação na melhora do estado nutricional e da qualidade de vida humana, são escassos os estudos que verificam a importância desses fatores na saúde de lesados medulares, além da inexistência de recomendações e de protocolos para avaliação antropométrica específicos para essa população.
Mesmo com todas essas dificuldades é importante que se realizem mais estudos, a fim de se avaliar o estado nutricional de indivíduos com deficiência física, independentemente de serem ou não praticantes de alguma atividade física, facilitando o acompanhamento nutricional desses indivíduos.
Partindo do princípio de que o indivíduo acometido por uma lesão medular está mais propício ao sedentarismo, haveria uma contribuição potencial ao desenvolvimento da obesidade. Somado a esse fator, a distribuição da gordura corporal no indivíduo acometido pela lesão medular é caracterizada pela localização centralizada da gordura, que está altamente correlacionada com o risco cardiovascular.
A alimentação adequada é de fundamental importância para as pessoas de uma forma geral. Apesar de não haver recomendações específicas sobre a alimentação de deficientes físicos, praticantes ou não de atividade física, suas necessidades nutricionais devem ser avaliadas, levando-se em consideração o nível de atividade física, as alterações nos processos metabólicos, o uso crônico de medicamentos e os hábitos alimentares.
Dicas Alimentares para Cadeirantes
Para que nosso corpo e nossa mente se mantenham ativos é fundamental uma alimentação saudável rica em nutrientes de todos os grupos alimentares. Os paraplégicos necessitam cuidar da alimentação para ter uma qualidade de vida melhor e diminuir os riscos de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, hipertensão entre outras. Alimentar-se bem é a melhor maneira de combater a obesidade e desnutrição e prevenir essas doenças.
Os carboidratos, as proteínas, vitaminas, minerais e gorduras que os cadeirantes precisam para manterem a saúde física e mental estão nos alimentos. Cuide de suas refeições e coma na dose certa, prestando atenção na qualidade e quantidade dos alimentos.
Conheça os alimentos e suas fontes alimentares
ALIMENTOS ENERGÉTICOS (Carboidratos)
Arroz, massas, todos os tipos de cereais, pães, milho, batata, mandioca (macaxeira), inhame, cará. Estes alimentos formam a base da alimentação e dão a maior parte da energia
que você precisa para suas atividades diárias. São ricos em carboidratos e representam o maior volume da alimentação.
que você precisa para suas atividades diárias. São ricos em carboidratos e representam o maior volume da alimentação.
Importante substituir os refinados pelos integrais que são ricos e fibras e sua digestão é mais lenta.
Recomendação: 55 a 60% do valor diário
ALIMENTOS ENERGÉTICOS EXTRAS (Gorduras)
Gorduras e óleos (margarina, manteiga, óleo vegetal, azeite de oliva, linhaça, abacate), açúcares adicionais (doces e açúcar de mesa).
Gorduras e óleos (margarina, manteiga, óleo vegetal, azeite de oliva, linhaça, abacate), açúcares adicionais (doces e açúcar de mesa).
As gorduras e óleos têm vitaminas A, D, E e K importantes em quantidades moderadas e as melhores opções são dos vegetais (óleos, abacate, linhaça, etc) .
Açúcares adicionais como: refrigerantes, bolachas, bolos, chips deve ser evitados ou consumidos com moderação
Recomendação: 20 a 30% do valor diário, sendo 10% de cada tipo
ALIMENTOS CONSTRUTORES (proteínas)
Recomendação: 20 a 30% do valor diário, sendo 10% de cada tipo
ALIMENTOS CONSTRUTORES (proteínas)
Peixes, carnes, aves, ovos, leite, queijo e leguminosas secas (feijão, lentilha, soja,
grão de bico etc)
Fontes de proteína constroem, mantêm e renovam as células do corpo.
Ajudam a formar e conservar os tecidos – cabelos, músculos, órgãos, sangue, pele. Alimentos ricos em ferro, como a carnes são biodisponíveis ao organismo são essenciais para prevenir anemia e osteoporose. Use no almoço e jantar. Leite e derivados fonte de cálcio, no café da manhã e/ou lanche.
Recomendação: 15 a 20% do valor diário
ALIMENTOS REGULADORES (vitaminas e minerais)
Verduras, legumes e frutas.
Facilitam a digestão e são ricos em sais minerais, vitaminas e fibras. Aumentam a resistência contra infecções e entre muitos benefícios, ajudam no bom
funcionamento do intestino. Use no almoço e jantar. E coma pelo menos duas frutas diferentes por dia.
Facilitam a digestão e são ricos em sais minerais, vitaminas e fibras. Aumentam a resistência contra infecções e entre muitos benefícios, ajudam no bom
funcionamento do intestino. Use no almoço e jantar. E coma pelo menos duas frutas diferentes por dia.
Recomendação: micronutrientes necessários em quantidades pequenas verificar em tabelas nutricionais (DRIs)
- Sal em exagero (retenção de líquidos)
- Temperos industrializados (caldo de carne, sazon, temperos para saladas, etc)
- Gorduras de origem animal (banha, sebo, toucinho) e frituras
- Embutidos: presunto, mortadela, salame, bacon, etc (rico em sódio e conservantes)
- Queijos amarelos ricos em gorduras
- Produtos industrializados são ricos em sódio, açúcar, gorduras, conservantes artificiais, etc. Entre eles: produtos congelados, semi prontos, bolachas, chips, balas, doces em geral.
- Farinha branca: pães, massas, bolachas, etc.
Dê Preferência
- Temperos naturais: alho, cebola, ervas como salsa, manjericão, etc.
- Alimentos integrais: pães, massas, bolos, bolachas.
- Queijo branco e com baixo teor de gordura.
- Frutas: pelo menos 2 ao dia variar na escolha ( banana, maçã, pera, laranja, kiwi, manga, etc.
- Legumes (beterraba, cenoura, abobrinha, etc) e verduras (folhosos-alface, agrião, rúcula) nas principais refeições almoço e jantar.
- Probióticos: ajudam a recuperar a microflora intestinal que fica alterado por conta dos antibióticos e alimentação errada.
- Outra dica importante é ingerir bastante líquidos como água, sucos naturais, chás durante todo o dia.
Entretanto, é fundamental que o paciente paraplégico que apresenta o objetivo de perda de peso procure um nutricionista e um médico para uma orientação adequada e individualizada, a fim de maximizarem-se os objetivos e minimizarem-se os riscos clínicos envolvidos em uma restrição calórica sem orientação de um profissional especializado.
Matéria que eu fiz para o site http://www.amputadosvencedores.com.br/
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Att, Nutricionista Giselle Barrinuevo
Que alimentos usar para evitar prisao de ventre e infecçao urinaria?
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